Micro-crédito-amigo promete fomentar actividades empreendedoras

 

 

 

O programa "Micro-Crédito-Amigo está a expandir-se em Angola, esta iniciativa promove pequenas actividades empreendedoras, fomentando o auto-emprego e proporcionando melhores condições de crescimento para os actuais empreendedores.

 

O Programa “Empreendedorismo na Comunidade”, vulgo “Micro-Crédito-Amigo”, chegou ontem ao município do Sambizanga, onde contemplou um universo de 130 beneficiários distribuídos pelas mais diversas actividades, desde vendedores, fotógrafos, proprietários de quiosques, artesãos, até a mecânicos.

 

Na ocasião, o administrador do município do Sambizanga, Tavares Ferreira, reconheceu o esforço conjunto do Banco de Comércio e Indústria (BCI) e do Ministério de Administração Pública, Emprego e Segurança Social (Mapess), ao mesmo tempo que considerou o programa um meio de se debelarem alguns problemas de índole financeira e económica por que as famílias têm passado.

 

Sem deixar de parte o apelo à honestidade dos munícipes para com o banco, o governante acredita que, com o “Micro-Crédito-Amigo”, está à vista o fomento do auto-emprego, aumento do rendimento das diversas famílias do município, assim como a redução, de forma significativa, dos níveis de pobreza.

“Basta fazer as contas do número de pessoas que constituem as famílias para se dar conta do significado deste programa”, realçou.

 

Para o director nacional da Administração Pública, António Afonso, o programa tem uma relevância significativa, porquanto vai ajudar a comunidade a crescer em termos de rendimento, auto-emprego e uma redução significativa do nível de desemprego.

“É preciso que os beneficiários não invistam os meios para outros fins se não aqueles que constam do contrato com o banco”, advertiu.

 

O programa vai obedecer a um ciclo contínuo, segundo o presidente do Conselho de Administração do BCI, Adriano Pascoal, prevendo a sua extensão para as demais províncias nos próximos tempos. Vai igualmente merecer o apoio de algumas instituições privadas, principalmente, petrolíferas.

 

Beneficiários projectam

 

Nelson Sebastião, 34 anos, é fotógrafo amador, há cinco anos. Com os 37 mil kwanzas (equivalentes a 500 dólares), prevê adquirir uma máquina profissional que lhe permita trabalhar em eventos, como casamentos, baptismos e aniversários.

“Com uma máquina profissional hei-de melhorar a qualidade do meu trabalho de maneira significativa”, refere.

 

Amélia da Costa, 29 anos, vai desenvolver o seu programa de vendas de refrigerantes com alguma velocidade, “até porque vezes há que o nível de clientes é maior e devido à insuficiência do stock, vejo-me obrigada a paralisar as vendas”.

 

Nesta primeira fase, o valor do micro-crédito é de 37 mil kwanzas, numa altura em que as condições, através das quais o crédito é concedido, permitem aos beneficiários desenvolverem as suas actividades sem se preocuparem a devolução imediata do valor. Pois, o BCI estabeleceu um período de graça de 90 dias e uma taxa de juros de 1,77 por cento, inferior a que vem sendo praticada no mercado.

 

Depois do Cazenga, Rangel, Kilamba Kiaxi, Viana , Samba, Cacuaco e, ontem, o município do Sambizanga, hoje o programa vai contemplar os munícipes da Ingombota, visando, deste modo promover o empreendedorismo comunitário.

 

 

                               in Jornal de Angola : www.jornaldeangola.com/

                                                       

 


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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Um comentário a “Micro-crédito-amigo promete fomentar actividades empreendedoras”

  1. Credito says:

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