“Depressa e bem não há quem…”

artigo de opinião de Pedro Tuna

in Meia Hora, 17/10/08

 

No momento em que uma empresa é convidada a apresentar uma proposta para um determinado projecto compromete-se a realizar diversos estudos prévios de modo a adequar a sua capacidade de execução às necessidades do seu cliente. Nesta fase definem-se as linhas orientadoras da proposta sendo de extrema importância que todos os pormenores sejam acertados, através de consensos mas também de algumas cedências de parte a parte. Características técnicas do projecto, preços e timings de execução são, de uma forma simplista, alguns dos pressupostos a terem consideração.

 

Infelizmente os dois últimos têm prevalecido sobre o primeiro o que de alguma forma retira muita da qualidade ao projecto. A diferenciação tem um preço mas tambémum objectivo claro. Criar valor. Com prazos por vezes irrealistas não existe margem de manobra para se estudar uma solução que seja realmente inovadora, comprometendo-se a verdadeira concorrência entre fornecedores e, consequentemente, a criação de valor para o projecto.

 

Perante este cenário as empresas proponentes tendem a focar-se no óbvio. Oferecem um projecto de qualidade muitas vezes duvidosa, ao preço mais baixo, com promessa de execução no mais curto espaço de tempo, em detrimento de um projecto de qualidade inegável e inigualável, a um preço justo e com prazos realistas.

 


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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