Investir em “start-ups” pode ser alternativa às acções

A crise financeira não pode ser desculpa para a inexistência de projectos novos. Não há dinheiro, mas há imaginação e muitos negócios não precisam de muito capital para serem lançados.

 

Martin Varsavsky

A crise financeira não pode ser desculpa para a inexistência de projectos novos. Não há dinheiro, mas há imaginação e muitos negócios não precisam de muito capital para serem lançados.

Martin Varsavsky, empreendedor que tem no currículo vários projectos que fundou, consolidou e vendeu, veio a Portugal falar a uma plateia de empresários, a quem garantiu que este momento de crise financeira pode ser uma oportunidade.

 

As companhias de capital de risco podem aproveitar o momento mau do mercado de capitais para investirem, antes, em empresas novas ("start-ups").

"É tempo para usar a imaginação, porque não há dinheiro", disse ao Negócios este empreendedor argentino que fundou a Jazztel, para a qual levantou no mercado 300 milhões de euros. Hoje está à frente da Fon, a maior rede mundial de ‘wi-fi’ (uma tecnologia de rede sem fios), para a qual obteve um financiamento de 34 milhões.

Mas agora admite que, se não tivesse conseguido esse capital antes da crise, a possibilidade de a empresa ficar pelo caminho era grande. Há empresas que não precisam sequer desses montantes para se iniciarem.

"Porque é que não invisto em ‘start-ups’ se não posso investir em acções?". É a sugestão lançada por Martin Varsavsky que comenta, ainda, o momento actual: "O mercado está em pânico e não sabe avaliar as empresas". As acções estão ao nível de 1999, mas o "mundo cresceu muito desde então".

Até na forma de obter dinheiro, Martin Varsavsky consegue ser inovador. Na apresentação, durante o 18º Congresso das Comunicações, explicou como uma das empresas onde participa, a Mobuzz, conseguiu financiar-se. A gestão chegou a um ponto em que deixou de ter dinheiro para continuar a funcionar. Encontrou a solução nos consumidores que viam as suas produções na Internet. Pedir donativos. E assim conseguiu dinheiro para mais uns tempos. Isto para mostrar que é preciso é ter ideias.

Por Alexandra Machado in Jornal de Negócios (13/11/08)


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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