Eco-empresas: seja uma!

Numa altura em que as alterações climáticas e a constante deterioração do ambiente estão na ordem do dia, é imperativo fazer a diferença na nossa empresa. Observamos que grandes empresas mundiais (como a Wal Mart) começam a ter a protecção ambiental inserida na sua estratégia de negócio. Uma empresa com responsabilidade ambiental torna-se mais competitiva, especialmente numa altura de crise económica.

Na verdade a pressão para a “revolução verde” é cada vez maior e recai nas empresas, por via da legislação e também pela pressão dos consumidores/ clientes. A verdade é que uma empresa com responsabilidade ambiental se torna mais competitiva, especialmente numa altura de crise económica.

Para uma empresa se tornar verde, tem de ultrapassar várias etapas, nem todas necessariamente fáceis. Numa primeira fase, tenta convencer os seus fornecedores, financiadores e investidores que a opção ambientalmente responsável é viável, pois trará ganhos a longo-prazo e uma enorme poupança. Depois, a empresa terá de investir em novos equipamentos, mais económicos e ecológicos. Por fim, a empresa assume e mantém um compromisso ambiental, que começou no seu interior e que se desloca para fora – para os seus clientes, consumidores e para o público em geral.

Uma eco-empresa sabe que não é apenas a sua existência e capacidade de lucrar que está em causa, mas o futuro dos seus colaboradores, familiares, amigos e em larga escala, do planeta.

A eco-empresa desafia o pensamento tradicional e inaugura um ciclo onde repensa a sua forma de estar, optimizando o seu negócio com respeito pelo ambiente e vincada responsabilidade colectiva.

Como não existe moeda sem reverso, os problemas ambientais são uma fonte de oportunidades de negócio. O eco-negócio junta um produto ou serviço inovador para o mercado à resposta a um problema ambiental.

Os eco-negócios, como se pode observar, crescem com bastante rapidez, pois respondem a problemas ambientais que se traduzem em preocupações sociais, a que os consumidores estão cada vez menos indiferentes. Podemos tomar como exemplo a alimentação orgânica, os cosméticos biodegradáveis, os transportes movidos a biodiesel ou o vestuário ecológico. 

Nos próximos posts, partilharemos um conjunto de ideias simples e inovadoras de eco-empreendedorismo.

 


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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