Afinal de contas, o salário é importante?

O salário, contrariamente ao que se poderia pensar não é o mais importante factor de retenção de um colaborador numa empresa. Nem sequer é sempre o que mais motiva o colaborador. Segundo Manel Rodriguez, Managing, Director da Premo, um dos maiores fabricantes de componentes eléctricos de Espanha, o salário vai ocupando um lugar diferente na hierarquia das motivações dos colaboradores, dependendo do seu estilo e fase de vida/carreira.

1. Colaborador Júnior: as suas necessidades básicas não são ainda cobertas na totalidade pelo seu salário.

Motivações principais (por esta ordem): plano de carreira, formação contínua, horário flexível e compatível com formações externas, bom clima organizacional, boa aceitação do seu posto de trabalho, salário.

2. Colaboradores com salários medianos e sem perspectivas claras quanto à sua progressão.

Motivações principais (por esta ordem): salário, segurança, pontualidade nos pagamentos, bom ambiente de trabalho, boa aceitação do seu posto de trabalho e horário fixo.

3. Colaborador sénior: o seu salário está de acordo com a sua categoria profissional

Motivações principais (por esta ordem): possibilidades de progressão, reconhecimento pessoal, possibilidade de formação externa, bom ambiente de trabalho, reconhecer liderança ao seu chefe, boa aceitação do seu posto de trabalho, salário de acordo com a sua categoria profissional, horário flexível que permita a conciliação entre a vida pessoal e profissional.

4. Colaborador sénior com cargo de direcção

Motivações principais (por esta ordem): reconhecimento pessoal, ter a confiança da empresa, participar no projecto da empresa, acreditar nele próprio, salário parcialmente pago em espécie (carro, seguro de vida, etc.), reconhecer o responsável máximo da empresa como um líder, salário que permita um estatuto social de acordo com a sua categoria profissional e responsabilidades, formação externa (de alto nível), boa aceitação do seu posto de trabalho.

É importante não esquecermos, como empreendedores-empresários que, a cada pessoa, corresponde uma motivação. Seria simplista e pensar que o salário seria a única fonte de motivação dos nossos colaboradores. Que fácil seria se fosse apenas o salário! Existem, afinal, tantas formas diferentes de motivação quantos colaboradores das nossas empresas.

Fonte: “Consejos de empresários para empresários”, Josep Gajo (Coord.), Difusión Jurídica, Madrid, 2009.

 


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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