Fui despedido. E agora?

 

Artigo de Yvvs Turquin, Managing Director da Transitar- Lee Hetch Harrison Global Partner.

 

Antes de mais, calma: ficar sem emprego não é o fim do mundo. Você não é o primeiro e infelizmente, não será o último a encontrar-se desempregado. Se está em fase de negociação, o outplacement pode ser o seu pára-quedas.

O outplacement é um serviço oferecido e pago pela empresa para conduzir processos de demissão. Envolve aconselhamento, orientação e estímulo ao profissional demitido, uma forma de o apoiar nesta fase de mudança na sua vida profissional e pessoal. Evite ler artigos sobre o tema da crise e previsões de aumento da taxa de desemprego. Só o irão deprimir.

Não se esqueça que a taxa de desemprego é apenas a indicação da média de pessoas que entram e saem das empresas. Números. Desta equação ficam excluídos os milhares de casos de pessoas que diariamente,
voltam a ficar empregados. E de pessoas que conseguem um emprego melhor que lhe assenta como uma luva.

Agora que foi despedido, é a melhor altura para ter uma atitude pró-activa. As primeiras 24 horas são fulcrais. O que diz ou faz pode ser determinante na procura do novo emprego e afectar até as suas referências. Por isso, preparámos-lhe sete sugestões que podem orientá-lo nesta fase:

1. Mantenha a calma. Se for necessário, converse com alguém que o possa ajudar a recuperar rapidamente
a perspectiva.
2. Fale abertamente com a sua família e amigos. Manter segredo sobre o despedimento obriga-o a gastar
uma energia desnecessária e pode fazê-lo perder o apoio e sugestões preciosas.
3. Evite referir-se ao seu anterior patrão ou chefe de uma forma negativa. É compreensível que esteja
magoado, mas lembre-se que os empregadores poderão ficar com uma má impressão sua se criticar o antigo patrão ou empresa. Tenha isso em atenção durante as entrevistas e, nesta era da comunicação, seja especialmente cauteloso com o que escreve em e-mails, chats ou fóruns.
4. Controle as suas finanças. Avalie cuidadosamente a sua situação financeira e crie uma estratégia. Na maioria dos casos, não são necessárias medidas extremas, apenas alguns ajustes. Um exemplo: corte em despesas não fixas, evita encargos desnecessários e pode redireccionar alguns rendimentos para poupanças.
5. Crie novos hábitos. A sua rotina “12 horas trabalho/ 12 horas casa” foi quebrada? Substitua-a! Pratique desportos, como jogging e experimente convidar amigos para o acompanhar. Quando começar
a ver resultados, a sua auto-estima sairá reforçada.
6. Não almoce sozinho. Reate contactos antigos e crie novos. É tempo de fazer networking e aumentar
a visibilidade da marca “eu”.
7. Aproveite a oportunidade, faça tudo o que nunca conseguiu fazer quando estava empregado. E não se esqueça: agora o seu trabalho é encontrar um novo emprego!

 

In Jornal Oje, 20/07/2010


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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