Ano Europeu da Criatividade e Inovação

 

O que é o Ano Europeu da Criatividade e Inovação?

O ano de 2009 foi designado pelo Conselho e pelo Parlamento Europeu como o Ano Europeu da Criatividade e Inovação (AECI). Esta decisão visa contribuir para o reforço da capacidade de criação e inovação na Europa em geral e “apoiar os esforços dos Estados-Membros na promoção da criatividade, através da aprendizagem ao longo da vida, enquanto motor de inovação e factor essencial do desenvolvimento das competências pessoais, profissionais, empresariais e sociais e do bem-estar de todos os indivíduos da sociedade”. O AEICI foi lançado oficialmente a 7 de Janeiro, em Praga.

Quem coordena o AECI em Portugal?

Para a concretização do AECI a nível nacional, foi decidida a nomeação em cada Estado-Membro de um Coordenador Nacional que organize a sua participação no Ano Europeu da Criatividade e Inovação e assegure a coordenação a nível nacional das actividades relacionadas com o mesmo. Foi neste contexto que se procedeu à aprovação de uma Resolução do Conselho de Ministros (publicada com o nº 4/2009, de 9 de Janeiro) que designa o Coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, como Coordenador Nacional do Ano Europeu da Criatividade e da Inovação 2009. Essa resolução encarrega também a Rede de Coordenação da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico de apoiar o Coordenador na elaboração e na execução do programa de actividades.

Como vai ser desenvolvido o AECI em Portugal?

No âmbito da mesma RCM, foi também criada uma “task force” operacional responsável por apoiar o Coordenador e a Rede na definição e implementação do programa. A “task-force” inclui o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), a Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC), a Agência Nacional para a Qualificação, a Direcção Geral das Artes, o Instituto Português da Juventude (IPJ) e o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Este modelo de coordenação do AECI em Portugal garante a articulação das iniciativas públicas e privadas, a coordenação de iniciativas mais abrangentes e a participação nas iniciativas comunitárias.

O que faz parte do programa português do AECI?

O programa do AECI em Portugal inclui um conjunto de iniciativas a desenvolver ao longo do ano de 2009, quer por entidades públicas quer pela sociedade civil. Trata-se de um programa aberto, em constante evolução, através de propostas oriundas das mais diversas entidades públicas ou privadas. Por isso vai ser através deste site que poderá conhecer a cada momento o programa actualizado.

Como está organizado o programa nacional?

O programa está organizado em torno de 8 verbos que representam as áreas de aplicação da criatividade:

  • Comunicar: iniciativas que desenvolvam de forma criativa o uso da língua portuguesa e da literatura e que reforcem a relação entre povos e culturas;
  • Aprender: iniciativas que reforcem o uso da criatividade no processo educativo e na aprendizagem ao longo da vida ou que reforcem as competências criativas;
  • Inventar: iniciativas dedicadas ao papel da ciência e tecnologia e da cultura científica e tecnológica na evolução da sociedade e do conhecimento humano, mostrando alguns exemplos da capacidade científica e tecnológica em Portugal;
  • Criar: iniciativas que visem facilitar o desenvolvimento de ideias com potencial económico, nomeadamente as indústrias criativas, e o seu papel determinante na economia das cidades;
  • Realizar: iniciativas que reflictam a importância e aplicação da criatividade na iniciativa privada ou empreendedorismo como factor crucial de desenvolvimento económico e criação de riqueza;
  • Cooperar: iniciativas que resultem de novas soluções de organização social, quer as que visem combater a pobreza e exclusão quer as que promovam uma maior cooperação comunitária;
  • Viver: iniciativas ligadas à importância e aplicação da criatividade em contexto urbano e o seu contributo para a melhoria das condições de vida dos cidadãos, bem como para a competitividade económica dos territórios/cidades;
  • Imaginar: Iniciativas que desenvolvam as diversas formas de expressão artística, como música, teatro, cinema, artes circenses e plásticas.

Mais informações em: http://criar2009.gov.pt/


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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