O Líder, as Equipas e a Gestão da Mudança

Uma das funções do Líder é fomentar o espírito de responsabilização, assumindo como prioridade a defesa dos interesses dos que têm mais poder para criar ou destruir o valor dos stocks dos accionistas, em detrimento daqueles que têm a pretensão residual de obtenção de lucros pela empresa. O meu percurso profissional e a minha aprendizagem têm-me mostrado que as seguintes acções são de uma enorme utilidade para gerar equipas aptas à mudança:

• O Líder deverá despender mais tempo a dialogar com os colaboradores de topo – com o objectivo de aprender com eles, ao invés de os persuadir;

• O Líder deve dar aos colaboradores, antes da tomada de decisões por parte do topo, a possibilidade de definir os processos de gestão que influenciam directamente o seu trabalho;

• O Líder deve incentivar a participação em fóruns de discussão interna, sem censura ou questionamento, criando, por exemplo, uma intranet da empresa de forma a estabelecer ligações entre todos (o Facebook serve muito bem este propósito);

• O Líder deve tentar reduzir a diferença de salários entre os colaboradores mais poderosos e os restantes.

Estou convicto de que desta forma poderemos ter equipas onde as crenças egoístas e ultrapassadas da gestão de topo terão menos probabilidades de funcionar como impedimento para a mudança.

 

(Excerto adaptado da minha intervenção no Fórum “Liderazo Directivo: desarrollo de equipos y organizaciones- Qué liderazgo necessitamos?”, organizado pelo ITAE, prestigiada Escola de Negócios de Espanha, no passado dia 11 de Novembro)

 


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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