A Economia Criativa

 

Encontrei este curto, mas elucidativo artigo no site brasileiro “O Pulo do Gato” e partilho-o com os seguidores deste blog.

 

“Economia Criativa. O conceito é novo. Existe há pouco mais de 15 anos no mundo e surgiu da necessidade de se privilegiar um ramo de actuação onde as ideias têm mais valor que o produto em si. São áreas como o design, o entretenimento, a moda e a arquitectura que usam a criatividade e a capacidade intelectual como matéria-prima.

 

Na era industrial, estes sectores não faziam parte da economia, não figuravam nas estatísticas oficiais. Mas com a evolução tecnológica e a disseminação da informação, eles passaram a ser considerados e muitíssimo valorizados.

O case da marca Havaianas é ilustrativo desta nova economia. O que se vende além da sandália de borracha? Diversidade, alegria, paixão. E isso vem com o trabalho bem feito do design, da propaganda, da elaboração do discurso. Agregou-se valor ao que era apenas um chinelo. Vendeu-se o conceito.

 

Num mundo cada vez mais virtual, menos palpável, os valores intangíveis passam a ser percebidos com clareza pelo consumidor. É nisto que se focam os que trabalham com criação, atendimento, cultura e inovação. A nova economia caminha na busca pela diferenciação, conquistada através da criatividade e do conhecimento. É o oposto da linha de produção, da rigidez do mercado, da mão-de-obra sem qualificação.

 

Países como a Inglaterra já perceberam isso e estimulam o sector como um dos mais promissores do século XXI. Algumas cidades caminham no mesmo sentido, apoiando movimentos culturais, diversidade e sustentabilidade na vida urbana. No Brasil, a matéria-prima criativa é abundante. Falta sistematização e incentivo para transformar este talento em lucro.”

 

Saiba mais em:

– Portal dos Administradores:  http://www.administradores.com.br/informe-se/informativo/viva-a-economia-criativa/14062/
– E-book sobre Economia Criativa (em pdf): http://www.garimpodesolucoes.com.br/downloads/ebook_br.pdf


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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Um comentário a “A Economia Criativa”

  1. João Casal says:

    Boa tarde, em primeiro lugar quero felicitá-lo pelo blog e demais contributo que tem dado para o empreendedorismo. Quando leio “os valores intangíveis passam a ser percebidos com clareza pelo consumidor. É nisto que se focam os que trabalham com criação, atendimento, cultura e inovação. ” ocorre-me que vejo isso acontecer, desde que me conheço, mas relativamente aos produtos e serviços de luxo. A novidade é que com o aumento da qualidad de vida, o consumidor médio também já começa a exigir isso…são pois as regras do mercado a funcionar. Ainda bem. Resta aos empresários comuns estarem atentos e investir também nesses valores igualmente ou mais importantes que os habituais.

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