Empreendedorismo e Inovação nas PME em Portugal: A Rede PME Inovação COTEC

O ISCTE e a COTEC apresentaram, a 12 de Fevereiro, os resultados do estudo “Empreendedorismo e Inovação nas PME em Portugal: A Rede PME Inovação COTEC”. Realizado pelo LINI (Lisbon Internet and Networks International Research Programme), este estudo procurou compreender o empreendedorismo e a inovação no seio das PME portuguesas.

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Uma Geração Jovens Adultos. A maioria dos empreendedores, 77,8%, fundou a sua empresa quando tinha entre 25 e 35 anos. A média das idades quando da criação situa-se nos 30,5 anos.

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A elevada qualificação. O empreendedor inovador é alguém que tem habilitações ao nível da licenciatura, bacharelato ou um curso médio (51,7%). Existem 20,7% de empreendedores que possuem uma pósgraduação e 26,7% com uma habilitação ao nível do mestrado ou doutoramento.

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O valor da experiência de sucesso e aprendizagem com o falhanço. A»ntes da criação da empresa actual, a maioria trabalhava por conta de outrem (75%).

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Saber aliar o prazer de criar à disponibilidade tecnológica e visão de oportunidades. A realização pessoal (76,7%) é consensual nos inquiridos, quando se tem em conta os motivos para a criação de uma empresa. No entanto, é também de realçar que perto de metade dos inquiridos criou a empresa devido às potencialidades das novas tecnologias (46,7%), e por um aproveitamento de uma oportunidade de negócio (43,3%).

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"Once an innovator always an innovator". Existe uma elevada proporção de empreendedores que pensam vir a criar uma nova empresa. Na verdade 46,7% dos inquiridos responderam afirmativamente a esta pergunta, contra 40% que não pensam vir a criar outra empresa no futuro.

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Arriscar de novo é juntar o "meu" capital e o capital financeiro. Para a minha primeira empresa procura-se colocar o nosso próprio capital3 em cada 4 pessoas (70%) arrisca colocar os seus próprios capitais no momento de criar a sua empresa. Já para a segunda empresa o financiamento para a sua criação é maioritariamente (60%) constituído por endividamento de terceiros (crédito bancário, investimento de particulares e crédito de risco), sendo que 43,3% assume o risco de financiarem a empresa por base de capitais próprios.

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Para trabalhar comigo quero os meus pares. No que toca ao nível de escolaridade dos trabalhadores, o grau de habilitações da maioria corresponde ao ensino superior. De facto, cerca de 57% dos trabalhadores das empresas da amostra possuem grau de formação equivalente ou superior a licenciatura. São poucos os colaboradores com estudos primários ou sem estudos (3,57%).

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"Inovar é surfar a crista da onda" é onde a competição é sempre elevada. De facto, dos empreendedores inquiridos, 63% consideraram que a sua empresa enfrenta uma pressão competitiva alta, ao passo que 29,6% responderam estar sob uma pressão competitiva muito alta. São poucos (6,4%) os que consideram a pressão competitiva da concorrência como baixa.

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estrangeiros. Cerca de 86,7% das empresas da Rede PME Inovação actuam simultaneamente nomercado nacional e estrangeiro, tendo pelo menos um cliente fora de Portugal. Os 90% de clientesnacionais correspondem apenas a 62,3% do volume de vendas, enquanto os 10% de clientes nãonacionais suportam 37,7% do volume.

 

No Mundo e em Portugal. A maioria das empresas tem actuação elevada em mercados

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Competir mas em vantagem. Ao nível das vantagens competitivas, quase todas as empresas (93,3%) consideram que as suas vantagens derivam de um produto ou serviço prestado especializado. Quatro em cada cinco empresas (80%) vai mais longe, ao afirmar que a diferenciação tecnológica é também uma vantagem competitiva. A mesma proporção confia na qualidade como factor distintivo das empresas concorrentes. Mais de metade das empresas (63,3%) apresentam vantagens de flexibilidade e rápida adaptação.

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Crescer sem fazer sempre o mesmo. Tendo em vista o crescimento das suas empresas, a maioria dos empreendedores considera que a melhor via passa pe
lo desenvolvimento de novos produtos e serviços (83,3%). Uma larga maioria (76,7%) espera ainda expandir os seus produtos ou serviços para novos mercados, e 73,3% aumentar a quota de mercado com os produtos actuais.

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Inovar é poder mostrar o que se atingiu. A capacidade de inovação é ainda mais visível quando se tem em conta o registo de patentes pelas empresas. Ao nível das patentes associadas a ideias inovadoras (design, processos, produtos), um pouco mais de metade das empresas afirma já ter registado pelo menos uma patente desde a sua criação.

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Inovar mas também publicitar. Em termos comparativos com os orçamentos de publicidade, os gastos em actividades de I&D são superiores. Metade das empresas gasta menos de 30 mil euros por ano em publicidade, em comparação com mais de 250 mil euros que metade investe em actividades de I&D.

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Inovar resulta! Os principais benefícios resultantes das inovações, ligamse com uma oferta mais ampla de serviços e produtos (referido por 76,7%) e uma resposta mais rápida ao mercado (70%). Um número substancial dos empreendedores (66,7%) considera também a existência de benefícios decorrentes de um sistema de gestão interno automatizado.

[estudo completo]

 

Síntese das conclusões sobre o empreendedor e a PME de elevada inovação:


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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