Os business angels e o sucesso das start-ups

Os business angels não são mágicos e por isso não constituem, infelizmente, uma garantia de sucesso. O desenvolvimento de um negócio depende de vários factores e, sem dúvida que os business angels podem interferir nalguns que são críticos, nomeadamente no financiamento, no acesso a potenciais clientes ou parceiros de negócio, na disciplina da gestão, experiência de negociação, no acesso a outros financiadores, entre outros.

Embora se possa pensar que estes agentes investem o seu capital e que esta é a solução para todos os problemas, o principal valor de um business angel reside na componente de “Smart Money”, ou seja, em todos os extras que vêm com o dinheiro.

É esta abordagem mais interventiva que distingue, em parte, estes investidores particulares dos investidores institucionais cuja actuação é geralmente mais distante da gestão (hands-off).

Assistimos já a casos de estrondoso sucesso como o Google, Skype,Amazon ou mais recentemente o Twitter , apenas para citar alguns dos gigantes da Internet, cujo crescimento seria limitado ou eliminado logo na raiz se não tivessem contado com o apoio de business angels que contribuíram com o “Smart Money” e que, posteriormente, abriram portas a outros financiadores de maior calibre.

 


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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