Criatividade e Empreendedorismo

O Jornal da Madeira entrevistou Rui Santo, especialista em criatividade que nasceu na Madeira mas vive no Brasil há cerca de 52 anos:

"Criatividade e empreendedorismo: um se apoia no outro, ambos se apoiam na inspiração de novos conhecimentos para construir um lugar que ainda não existe"

"Os 20% criativos e os 20% resistentes (Velhos do Restelo) são baseados na Regra de Pareto (20 x 80) e na curva em forma de sino. Os extremos da curva de sino são de um lado, os resistentes a qualquer preço, e no outro extremo aqueles que inovam de alguma maneira. Com técnicas apropriadas pode-se intervir e ampliar a capacidade criativa dos 60% que estão no meio e em dúvida sobre sua capacidade de inovar e dos 20% que já estão criativos. Os 20% resistentes preferem não alterar nada e deixar tudo como está. Com esses é bem mais difícil conseguir resultados criativos, embora não seja impossível."

 

"Criatividade pode ser desenvolvida e aperfeiçoada por qualquer um, independente do nível de criatividade em que se encontre e desde que deseje. Criatividade tem a característica de nunca ser suficiente. Quanto mais se está, mais se quer estar criativo. Em 1950, quando Alex Osborn começou a dar cursos de criatividade nos Estados Unidos, notou que justamente os mais criativos eram os que procuravam o curso. Esses já sabiam o valor que a criatividade tem e queriam se tornar ainda mais criativos"

"Os métodos educacionais não acompanharam o avanço das tecnologias da informação e comunicação. Creio ser fundamental “minimizar a importância da capacidade crítica” e “ampliar (fortalecer) a necessidade e a prática da capacidade criativa” dos estudantes universitários. No mundo real eles vão ter que trabalhar na busca de ideias que tragam soluções e alternativas. Aprender a ser crítico, não é bom. Aprender a encontrar alternativas criativas é benéfico, é excelente para eles, é uma nova forma de humanismo porque as ideias acendem a luz onde havia escuridão. Quando os alunos têm ideias criativas ficam incrivelmente mais motivados para “o fazer” do que quando fazem críticas que não acrescentam"

[Entrevista completa em Jornal da Madeira, 15/06/09]


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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