Os aspectos de uma educação empreendedora

1. Há oportunidades para arriscar, para efectivamente conduzir um negócio.

Este aspecto da educação em empreendedorismo é crítico e o que o torna único. Não quero com isto dizer a condução de um grande negócio enquanto estudam, mas sim a oportunidade de iniciar, gerir e fechar um negócio, durante períodos tão curtos como meio dia. O objectivo não é fazerem lucro, apesar de isso também ser bom. O objectivo é que comecem a aperceber o pensamento empreendedor e que comecem a desenvolver as qualidades empreendedoras que têm. O negócio que vão conduzir é a sua ideia, algo que eles queiram fazer (não é a gestão de um negócio na qual eles têm uma função. Isso seria educação em gestão).

2. Situa-se na comunidade, envolvendo a comunidade.

Por isto, quero dizer que as acções do estudante estão inseridas na realidade e a comunidade fornece o feedback para o aluno de forma imediata, comprando ou não comrpando o produto. Os alunos também ficam a conhecer a sua comunidade e os líderes dos negócios locais de forma a melhor perceber o pensamento empreendedor. Através de conversas com empreendedores, apercebem-se das características que têm e que se assemelham às dos empreendedores que conhecem.

3. As consequências das acções dos alunos são determinadas por estes.

Assim, os estudantes aprendem que as suas acções têm um impacto directo neles próprios. Se produzirem um produto mau vão receber reclamações e vão ter que perceber a situação. É importante que sejam eles a perceber e não os professores ou pais por eles. Se estes se substituírem nesta função, o aluno estará protegido e não aprenderá com a lição. De forma oposta, se o aluno faz algo bem, como realizar lucro, por exemplo, então o reconhecimento deverá ser do próprio aluno. Se for a escola a ficar com o créditos ou se o obrigar a entregar os lucros a uma causa social sem o consentimento do aluno, então a recompensa é-lhe tirada e a ligação entre a acção e a consequência desaparece.

 


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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