Inteligência competitiva: Microsoft VS Google

Os dois gigantes americanos há muito que se ameaçam mutuamente.

Detectando as falhas do seu concorrente Microsoft, a Google está a aventurar-se na produção do seu próprio sistema operativo, o Chrome.

A Google está a ir mais longe: o Chrome está pensado em função da Internet e com base no conceito de “nuvem” (e não de “janela”).É escasso o que vamos instalar no nosso PC, pois o software e as ferramentas ficam alojadas na Internet, permitindo uma poupança significativa de recursos. O serviço Google Apps já funciona deste modo.

Com uma arquitectura simples e leve, o Chrome não tem como alvo o utilizador exigente a nível de velocidade de processamento. Este sistema operativo fará sentido em portáteis em geral e notebooks em particular- são pequenos e possuem pouca capacidade de armazenamento, pelo que será perfeito para utilizadores que valorizem a permanente mobilidade com ligação à Internet.

Porém, o browser da Google tem menos dois por cento de mercado que o da Microsoft e o serviço Google Apps não é propriamente um caso de sucesso, apesar de todo o mediatismo. O Chrome ainda coloca mais dúvidas do que adianta certezas e a Google está a operar num terreno no qual a Microsoft é hegemónica.

O duelo de titãs entre as duas grandes empresas exemplifica a inteligência competitiva, conceito recente que se refere ao processo contínuo de análise e monitoring estratégico de contextos de mercado em que as empresas estão inseridas.

Tanto a Microsoft como a Google recolhem, analisam e testam os recursos e produtos uma da outra, no sentido de descobrirem vulnerabilidades, intenções e pontos fortes, instaurando um ambiente competitivo geral.

Um sistema de inteligência competitiva visa transformar dados recolhidos (em bruto) em inteligência (informação analisada), para que a empresa tome a melhor (e mais avançada) decisão em relação ao seu concorrente. A inteligência ajuda a empresa a responder face ao seu concorrente através de estratégias de mercado ou decisões de médio-longo prazo, com vista a um avanço competitivo constante.

A inteligência competitiva usa metodologias que actualmente nos são familiares, como o CRM (Costumer Relationship Management), data mining ou data warehouse.

Em Portugal, empresas como a Unicer ou a Central de Cervejas são exemplos de inteligência competitiva.

Fonte: “BIT- Tecnologia para Todos”, Setembro 2009

 


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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