A minha ideia para Portugal

Numa frase, apresentei ao Jornal I a minha ideia para Portugal. Naturalmente, a mesma só podia estar ligada ao “Empreendedorismo”:

"Criar e honrar os Empreendedores é o derradeiro segredo das economias em crescimento. É preciso que passe a existir em Portugal um Ministério do Empreendedorismo que dê expressão ao Ecossistema empreendedor nacional, a bem do desenvolvimento daqueles que serão seguramente os futuros criadores de riqueza da Economia à escala global."

Francisco Banha

Presidente do Grupo Gesbanha

In Jornal I, 21.09.2009

 


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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Um comentário a “A minha ideia para Portugal”

  1. Jorge Pires says:

    Dizem os estudos que Portugal regista das mais altas taxas mundiais de desejo dos cidadãos empreenderem negócio próprio.
    Porém a transposição da atitude em comportamento regista um grande gap.

    Entre as causas para isso regista-se factores culturais de baixa propensão para o risco e o estigma social sobre a possibilidade do fracasso (que praticamente todos os negócios têm).

    Como é que então um Ministério do Empreendedorismo (ou Empreendorismo – julgo que, pela evolução da língua, a quarta sílaba irá cair) poderia ajudar a aumentar a taxa efectiva de lançamento de novos negócios?

    Entre outros factores – em que várias acções actualmente já estão em prática – haveria que actuar sobre as causas atrás apontadas.

    Ou seja dever-se-ia lançar um plano/campanha sobre a pedagogia do fracasso (que é valorizada noutros países) para que o erro seja entendido como uma capitalização de experiências.

    E sobre a aversão ao risco, deveria haver subsídio de desemprego para os empreendedores que normalmente são os gerentes (desde que remunerados e com devidos descontos para a Segurança Social).

    No fundo quem correu riscos, quem investiu o seu capital, quem endividou-se na banca, quem criou postos de trabalho, quem gerou actividade económica, será o maior prejudicado caso esse projecto corra mal.

    Sem um apoio do Estado para estas situações corre-se o perigo do empreendedor ir ‘viver para debaixo da ponte’ ou, para (sobre)viver, corre o risco de entrar numa espiral voraz de dívidas e de pagamentos em atraso que tornam uma pessoa idónea num intrujão.

    Quem é contra, argumenta com a questão de fraude para obtenção do subsídio. Fraudes há sempre. Mas não se dever tomar a parte pelo todo.

    Actualmente em Portugal, com mais de meio milhão de desempregados por conta de outrem, também haverá fraudes, mas certamente será minoritário. E para combater isso há profissionais/procedimentos/entidades que inspeccionam e auditam.
    (se se pensasse de modo análogo, i.e. de sobrevalorização dos aspectos negativos, não teríamos electricidade em casa pois esta electrocuta, não teríamos veículos automóveis pois estes ceifam vidas, não teríamos comprimidos para dores de cabeça pois estes, em excesso, matam)

    Com a crise económica falou-se neste auxílio (ex. ANJE) mas ao que parece não será tomada tal determinação pelos governantes. Mas, independentemente do momento, é uma medida que deveria ir em frente ad aeternum.

    Caso ainda não o tenha feito, sugeriria ao caro Francisco em próximo post uma dissertação sobre esta temática: ultrapassagem da aversão cultural ao risco e do estigma social do fracasso (venha ou não a haver um Ministério do Empreendedorismo no nosso país).

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