Não Fora o Mar!

Não Fora o Mar! Não fora o mar, e eu seria feliz na minha rua, neste primeiro andar da minha casa a ver, de dia, o sol, de noite a lua, calada, quieta, sem um golpe de asa. Não fora o mar, e este cruel desejo de aventura seria vaga música ao sol-pôr nem sequer brasa viva, queimadura, pouco mais que o perfume duma flor. Não fora o mar e, resignada, em vez de olhar os astros tudo o que é alto, inacessível, fundo, cimos, castelos, torres, nuvens, mastros, iria de olhos baixos pelo mundo. Não fora o mar e este potro selvagem, sem arção, crinas ao vento, com arreio, meu altivo, indomável coração, Não fora o mar e comeria à mäo, Não fora o mar e aceitaria o freio!!!! Texto integral em : Fernanda de Castro “trinta e nove poemas” Lisboa, 1941


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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