A Qualidade da Gestão nas PMEs

As grandes forças ambientais, designadas por globalização da competição e dos mercados, a desregulamentação dos sectores económicos em todo o mundo, a convergência e a velocidade crescente da revolução tecnológica e o advento da era da informação- isoladas ou em conjunto – estão a levar as empresas a debruçarem-se com afinco, na palavra de ordem deste inicio século, COMPETÊNCIA ,como forma de sobreviver e prosperar.

Neste cenário, vem-se observando e acompanhando com ansiedade, o ritmo das reformas estruturais, tendo como pano de fundo um tema de grande relevância para as organizações, a profissionalização da gestão das empresas, com o objectivo básico de procurar a Excelência empresarial.

Excelência esta que, ao ter como pontos de referência a aquisição de condições de competitividade, ganhos crescentes de produtividade e competência para privilegiar a satisfação dos clientes, dos colaboradores e dos accionistas/sócios com elevados padrões de Qualidade faz com que a Informação e o Conhecimento sejam, no limiar de uma Nova Economia, as armas nucleares mais competitivas que os empresários têm ao seu dispor para fazer a diferença num mercado cada vez mais competitivo mas pleno de oportunidades.

Com efeito, em todos os sectores, as empresas bem sucedidas são aquelas que têm a melhor Informação, a qual controlam da forma mais eficaz e não as que têm recursos naturais, grandes negócios ou grandes contas bancárias.

Com base nas teorias Robert Kaplan, nomeadamente do Balanced ScoreCard, desenvolveram-se sistemas de controlo e medição adequados a uma tomada de decisão consistente sobre informação financeira, produtividade e/ou capacidade de inovação e informação sobre a distribuição de recursos, uma vez que as novas tecnologias e os sistemas de bases de dados multidimensionais permitem incorporar nos sistemas tradicionais de informação financeira factores como a Satisfação do cliente, Qualidade, Quota de mercado e incidência dos Recursos humanos no desenvolvimento da Estratégia.

Aqui chegados, importa colocar a seguinte questão : Mas como é que as PMEs portuguesas podem adoptar esta filosofia, baseada nos princípios de Gestão pela Qualidade Total, se ainda hoje, na maior parte delas, os sistemas de informação assentam em parâmetros tradicionais de contabilidade financeira que têm como objectivo principal a entrega de informação à administração fiscal para que esta efectue a respectiva cobrança de impostos?

Apesar de termos consciência de que a resposta à presente questão não é pacífica não deixaremos de enunciar que a solução passa pela a criação de parcerias entre as PMEs e as empresas de prestação de serviços de gestão e contabilidade , em regime de outsourcing, que privilegie um nível de qualidade de serviço que permita obter o máximo potencial de informação e de tecnologia na criação de valor que permita melhorar a rentabilidade dessas PMEs.

Com efeito, a empresa de Serviços ao possuir uma massa crítica de profissionais multidisciplinares, não só nas áreas tradicionais de finanças/contabilidade (gestão de tesouraria, recebimentos e pagamentos, obrigações fiscais, relatórios de gestão e contas), compras, recursos humanos, património, mas também nas áreas de reengenharia e tecnologias de informação, permitirá melhorar o desempenho, a rentabilidade e o valor das PMEs portuguesas através da introdução de melhores práticas de benchmarking e de tecnologias avançadas.

Através desta plataforma de partilha de informação fantástica que dá pelo nome de Facebook a Gesbanha tentará proporcionar a todos os interessados e de forma regular alguma da informação que até há bem pouco tempo atrás apenas estava reservada aos técnicos e especialistas de contabilidade, uma vez que passará a disponibilizar por esta via um conjunto de experiências e de conhecimento sobre as áreas da Governance empresarial que se encontram ao nosso dispor. 


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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Um comentário a “A Qualidade da Gestão nas PMEs”

  1. Pedro Ferreira says:

    Excelente artigo Francisco! Parabéns!

    Abraço,
    Pedro Ferreira

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