Às vezes basta um encontro para mudar de vida

XIII Encontro Gesventure

XIII Encontro Gesventure

Partilho consigo um artigo publicado do passado dia 5 de Dezembro na secção de economia do sapo.pt, sobre o XIII Encontro Gesventure.

Intitulado “Às vezes basta um encontro para mudar de vida”, este artigo fez uma excelente introdução ao que foi discutido e apresentado no dia 6 de Dezembro durante o evento.

 

“Tem lugar amanhã o XIII Encontro Gesventure, um dos eventos com mais história no empreendedorismo em Portugal. Investidores e empreendedores encontram-se à procura do fator disruptivo, a magia dos negócios inovadores. A energia é o tema chave desta edição a que pode assistir com convites do SAPO.

O XIII Encontro Gesventure arranca amanhã e retoma o espaço de debate protagonizado por um conjunto de especialistas com responsabilidades na viabilização do financiamento de novos negócios, de preferência inovadores, como são o caso de Business Angels e Sociedades de Capital de Risco, mas também empreendedores que se encontram a passar por um processo de angariação de capital. “Desafiámos oradores de referência, especialistas, investidores e empreendedores a juntar-se a nós neste ponto de encontro, que este ano privilegia o setor da energia como gerador de grandes oportunidades apesar de as tendências, a manter debaixo de olho, continuarem a estar desde as redes sociais à saúde, passando pelo surgimento de novas empresas de potencial interesse para a indústria”, refere Francisco Banha, presidente da Gesventure.

Oportunidades de investimento no setor da Energia e do Ambiente. Atualmente é o tema chave desta edição, justificado pela organização pela “oportunidade inigualável para o financiamento da inovação nos setores da energia e ambiente que se traduz em potenciais investimentos em empresas de inúmeros sub-sectores”. Da  geração eólica e solar às soluções relacionadas com o tratamento de água ou à massificação dos veículos elétricos, são inúmeras as oportunidades que além de terem potencial a explorer em Portugal estão também na linha da frente das soluções que interessam investidores de todo o mundo.

Segundo o relatório publicado pela Associação Europeia de Investidores Early Stage (EBAN), o denominado setor das “clean tech” – que inclui todos os negócios relacionados com o ambiente e energias limpas – tem sido bastante procurado por investidores representando 10% dos seus investimentos, ou seja, 27,6 milhões de euros investidos pelo setor early stage europeu. O que também explica a prsença dos grandes players, como é o caso da EDP Inovação, uma das empresas portuguesas que mais tem crescido no mercado internacional na área da energia, e duas empresas veículo constituídas por business angels, no âmbito do fundo de coinvestimento com business angels.

Para este encontro, foram selecionados previamente seis projetos que irão ser submetidos à apreciação dos investidores presentes através da metodologia de Elevator Pitch. Os restantes empreendedores que queiram estar presentes têm a possibilidade de se cruzar com os investidores, nos espaços de networking existentes.

A internacionalização dos negócios é, no actual contexto, um dos temas em destaque. “É necessário querer crescer através da internacionalização pois só assim se faz o necessário para que a internacionalização aconteça” refere o responsável pelo evento. Contudo, é senso comum, que grande parte do processo de internacionalização depende do fator dinheiro. Tendo os recursos financeiros necessários,contratam-se os melhores profissionais, adquirem-se os melhores serviços de estudos de mercado, investe-se em feiras internacionais, etc. “Todos sabemos, porém, que o recurso dinheiro está particularmente escasso e poucas são as empresas com capacidade para recorrer à banca. Nesse sentido acredito que os empresários que realmente acreditam na sua diferenciação, na inovação dos seus produtos, da pertinência da sua internacionalização possuem neste momento um grande desafio que passa pela realização de um plano de negócios para que possam apresentá-lo junto de investidores de capital de risco e business angels”.

No decorrer deste XIII Encontro irão igualmente ser expostas as ideias que norteiam os investidores na seleção dos projetos, quer sejam os setores de atividade alvo, quer seja a tipologia dos modelos de negócio considerados mais atraentes. “É natural que os empreendedores possam aproveitar este conhecimento privilegiado para ajustarem os seus planos de internacionalização e quem sabe captarem o interesse desses investidores na sequência de alguma questão mais particular que lhes coloquem”, sublinha Francisco Banha.

 “A história económica ensina-nos que normalmente nos climas de incerteza económica existem boas oportunidades para se constituírem empresas como, aliás, podemos constatar pela observação do índice Dow Jones Industrials que nos demonstra que 64% das empresas nele listadas foram criadas precisamente durante uma recessão”. É com este espírito que o presidente da Gesventure antevê um encontro particularmente dinâmico em que “as boas ideias tanto cabem às empresas atuais como às jovens start-ups que diariamente estão a nascer no nosso país”.

“Acredito que, por exemplo, os Investigadores universitários, gerentes de start-ups ou mesmo empresas já implantadas e com planos de crescimento devem olhar seriamente para este cenário e avaliar se está na altura de avançar com “aquele” projeto”. Não há fórmulas de sucesso, mas as premissas dos investidores são conhecidas: um projeto com potencial de investimento deve reunir os famosos 4 Ms. Quais são? Estão identificados no léxico de gestão: Management, a equipa de gestão certa para o projeto certo, Market, um mercado pronto e ávido para receber a nova oferta, Money, um plano que permite multiplicar várias vezes o valor investido no espaço de 3-5 anos, e – o mais importante de tudo – Magic, aquele fator disruptivo que faz brilhar de entusiasmo o olhar do empreendedor e do investidor.

“Não haverá desculpas para deixar passar esta oportunidade única que faz deste não só um momento único no capital de risco português, como um case study europeu. Não é de mais recordar que os business angels possuem atualmente cerca de 38 milhões de euros para investir em projetos com estas características até 30 de junho de 2013, uma vez que já investiram, nos últimos nove meses, em 18 projetos empresariais, qualquer coisa como, 4.3 milhões de euros”.”


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels"). Director da EBAN e da WBAA

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