Um marco que fica para a história!

Um marco que fica para a história!

Um marco que fica para a história!

Faz esta semana 20 anos que nasceu a comunidade portuguesa de Business Angels.

Recorro à capa da Revista Valor, na altura liderada pelo meu amigo Horácio Piriquito, para assinalar um momento importante para o Ecossistema Empreendedor nacional e particularmente feliz no meu percurso empreendedor.

Viviam-se tempos disruptivos com a emergência das startups dot-com e com elas o aparecimento de uma classe de investidores “smart money” – em virtude de juntarem ao capital investido o seu conhecimento e a sua rede de contactos.

Lembro-me (como se fosse hoje), da inspiração que senti quando consegui reunir, no auditório da Ordem dos Engenheiros, um conjunto de empresários e gestores portugueses que se mostraram disponíveis para assistir à apresentação de 4 projetos, por parte de uma nova geração de empreendedores.

Tal como o movimento de BA se veio a afirmar na sociedade portuguesa e na comunidade internacional(recorde – se a liderança da Associação Europeia de BA e a genese da Associação Mundial de BA, no Estoril) também um desses projetos se revelou um caso de sucesso empresarial (criando milhares de empregos, pagando milhões de euros de impostos, afirmando o nome de Portugal pelo mundo, em suma criando valor para a Sociedade), demonstrando assim que o empreendedorismo como algo falso e que engana é uma mera astúcia linguística ao dispor dos que iletradamente se consideram os donos da verdade mas que, na prática, poucos resultados têm para apresentar em termos sustentáveis, isto é, que permitam a criação de riqueza e consequente bem estar da população, nomeadamente dos mais desfavorecidos.

A iniciativa individual, debaixo da regulação das leis e de acordo com os elementos básicos de vivência em democracia, é essencial à criação de novos produtos e serviços, de preferência com procura à escala global, pelo que a sua promoção deve estar sempre presente nas preocupações dos decisores, nomeadamente na otimização das condições que permitam o desenvolvimento das competências empreendedoras das nossas crianças e jovens que frequentam a escolaridade obrigatória.

Competências essas que foram recentemente reafirmadas pelo Parlamento, Conselho e Comissão Europeia- treze anos depois de terem sido apresentadas pela primeira vez – como uma das 8 competências chave a desenvolver no âmbito da escolaridade obrigatória.

A força da inspiração que me moveu há 20 anos atrás continua a ser a mesma que me faz acreditar que em breve também o desenvolvimento das competências empreendedoras, de forma disseminada, será uma realidade no sistema educativo nacional, contribuindo para que os nossos jovens se encontrem melhor preparados para serem parte ativa no Ecossistema Empreendedor nacional e internacional ao mesmo tempo que se tornam cidadãos mais responsáveis e conscientes dos valores humanísticos que devem nortear a sua vida em sociedade.

 


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels"). Director da EBAN e da WBAA

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