UMAS BREVES PALAVRAS SOBRE O FUTURO DOS “NOSSOS FILHOS”

 

Tal como tinha prometido quando tive a oportunidade de escrever, no passado dia 20 de Setembro, sobre a minha participação na Cerimónia de atribuição dos Diplomas aos alunos, da EIL, que mais se destacaram no ano lectivo 2008/9, hoje decidi reforçar as minhas ideias sobre a importância do Conhecimento como o elemento fundamental que irá suportar aqueles- sejam eles Alunos, Pais, Professores, Orgãos de Staff ou de Direcção- que decidirem mover-se para além da mediocridade e alcançarem o sucesso.

De facto, como bem recorda o Empresário Belmiro de Azevedo no livro de Filipe Fernandes, a complexidade da vida de hoje e do futuro, de âmbito planetário, da comunicação instantânea, da inovação tecnológica permanente, de interacção constante, com empresas cada vez mais capazes e organizadas, de consumidores e grupos de interesses crescentemente mais exigentes obrigam-nos ao estudo exaustivo e multidisciplinar, como forma de conseguirmos fazer frente aos problemas que diariamente nos surgem.

 

É neste enquadramento de constante evolução tecnológica, que tudo torna perecível e permanentemente obsoleto, que a formação permanente se torna essencial à partilha do Conhecimento e consequentemente à criação de relações que nos ajudem a encontrar e integrar comunidades que nos possam ajudar a fazer novas coisas juntos. A criatividade ao nascer do confronto de ideias, do desejo de fazer coisas diferentes, de ser rebelde em relação ao “status-quo” , de apostar em situações inovadoras, obriga a uma grande abertura de espírito e a uma curiosidade permanente para que possamos beneficiar do efeito de conectividade que caracteriza os dias de hoje.

Neste processo de partilha e transmissão de Conhecimento salta à vista que as pessoas que têm bons relacionamentos não têm necessariamente de ser extrovertidas mas sim possuidoras de Conhecimento sobre determinados assuntos que lhes permitem ter conversas interessantes sobre diversos temas. Mas como poderemos nós conversar, num mundo globalizado, se não dominarmos uma segunda língua, de preferência o Inglês? Ou como poderemos ter acesso à diversidade de vivências que de repente permite juntar várias ideias próprias, ou de outros, dando origem a novos produtos ou serviços, senão tivermos um espírito empreendedor que nos faça entender que perder num dia apenas significa que teremos de continuar a tentar para conseguir obter sucesso mais à frente? O Conhecimento é assim a vantagem competitiva fundamental, para a sobrevivência das sociedades e de cada um de nós enquanto Indivíduos, o que faz com que devemos encarar a formação como um investimento altamente reprodutivo e não como um desperdício de tempo e dinheiro. Considerem por isso que o meu pequeno contributo, que de alguma forma acaba por estar suportado pelo Conhecimento inserido nos Slides que sustentaram a minha apresentação, tem mais a ver com a transmissão das minhas ideias sobre o mundo real onde os “nossos Filhos” terão de desenvolver as suas actividades, sejam elas pessoais ou profissionais, e menos com as chamadas soluções para o sucesso pois desde há muitos anos que considero que a definição de sucesso é puramente individual e medida por cada um. De facto toda a gente quer alcançar o sucesso. Todos queremos ser bons em alguma coisa.

Alguns de nós querem, inclusivamente, tornar-se bons em várias coisas. No essencial todos queremos que os “nossos filhos”sejam felizes e bem sucedidos. Mas como poderão eles alcançar esse estado mental de felicidade que o sucesso normalmente lhes pode proporcionar? Quando se sabe que é o estado mental que lhes irá permitir alcançar os seus objectivos e viver a sua vida da forma mais completa. Sómente quando conseguirem ganhar consciência para onde quererão ir e mudarem algumas ideias persistentes que muitos possuem, e darem alguns passos na direcção correcta, coisas maravilhosas lhes podem acontecer. Ora como tenho tentado transmitir, ao longo dos vários posts que tenho colocado neste blog, torna-se para isso fundamental que os “nossos filhos” possam saber tomar conta deles próprios, vejam o futuro como algo que eles possam criar e não como alguma coisa que lhes acontece por acaso e possuam uma atitude filosófica do gosto pela surpresa, curiosidade intelectual e propensão para questionar e “engendrar”. Nessa altura aprenderão como descobrir, desenvolver, e nivelar as suas forças e elevarem o seu sucesso, ou seja a concretização de uma qualquer meta/objectivo estabelecida na sua vida, para um nível totalmente novo.

Fácil será então de perceber que nos Compete a nós, Pais, Professores, Staff e Direcção assumir a responsabilidade por preparar o ambiente organizacional que permita aos “nossos alunos” Sonhar, saber esquecer, gostar de aprender, ter paciência para repetir, ousar, arriscar, partilhar pois só assim estes poderão encontrar o Caminho para terem sucesso numa vivência equilibrada do uso do tempo e da Vida.


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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