Capital de risco recua nos EUA mas especiastas dizem que pode ser positivo

«No ano passado, os investidores de capital de risco, cujo dinheiro impulsiona as novas empresas de tecnologia nos EUA, reduziram seus investimentos ao mínimo já observado desde 1997, segundo levantamento da PricewaterhouseCoopers e da Associação Nacional de Capital de Risco divulgado na sexta-feira. Para muita gente do setor, essa redução é saudável.

"Havia dinheiro demais no sistema", disse Jeff Fagnan, sócio da empresa de investimentos Atlas Venture. "Seria mais saudável se pudéssemos voltar ao ritmo e tipo de negócios como nos anos 90." E isso inclui patrocinar mais empreendedores iniciantes na atividade e ideias saindo das universidades, disse ele.

Em 2009, os investidores de capital de risco aplicaram US$ 17,7 bilhões em 2.795 empresas nascentes – queda de 37% nos recursos e 30% nos negócios em relação a 2008.

As empresas de internet, que entusiasmaram os investidores por mais de uma década, foram fortemente atingidas, com os investimentos nessas companhias caindo 39%. Apenas uma empresa de internet, o Twitter, entrou na lista dos 10 maiores acordos de investimento de capital de risco em 2009, conseguindo levantar US$ 100 milhões.

Embora alguns dos maiores negócios tenham envolvido empresas de tecnologia limpa, como a Solyndra, fabricante de painéis solares, e a Silver Spring Networks, que vende tecnologia para poupar energia para concessionárias elétricas, o investimento total na área da energia limpa despencou 72%.»

[artigo completo] in Último Segundo Economia, 26/01/2009


Licenciado e Mestre em Gestão de Empresas. Presidente da Gesbanha, S.A., especialista em capital de risco e empreendedorismo, investidor particular ("business angels") e Presidente da FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels). Director da EBAN e da WBAA

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